Crew-13 decola rumo à Estação Espacial Internacional
A NASA e a SpaceX lançaram a missão Crew-13 rumo à Estação Espacial Internacional, enviando quatro pessoas a bordo da nave Dragon Grace para uma expedição planejada de seis meses. A missão decolou no horário previsto do Complexo de Lançamento Espacial 40, na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, segundo a cobertura de lançamento do Spaceflight Now.
O voo dá continuidade ao uso da nave Dragon, da SpaceX, pela NASA para as rotações de tripulação no laboratório orbital. Também reúne astronautas dos Estados Unidos e do Canadá com um cosmonauta russo, preservando o caráter multinacional das operações da estação.
A astronauta da NASA Jessica Watkins comanda a missão. Ela é acompanhada pelo astronauta da NASA Luke Delaney, pelo astronauta da Agência Espacial Canadense Joshua Kutryk e pelo cosmonauta da Roscosmos Sergey Teteryatnikov. Watkins deverá se tornar a primeira astronauta da NASA a fazer um segundo voo a bordo de uma nave Dragon da SpaceX.
Uma viagem curta planejada após o lançamento
A Dragon Grace estava programada para acoplar à Estação Espacial Internacional cerca de oito horas após a decolagem. Se concretizado, esse seria o menor tempo de trânsito de uma nave Dragon até a estação, segundo a prévia do lançamento.
Um encontro tão rápido depende de a nave e a estação estarem nas posições adequadas para o perfil da missão. A curta transferência é um detalhe operacional relevante, mas o objetivo maior continua sendo o transporte rotineiro de tripulação: levar uma nova equipe para uma expedição de longa duração e apoiar a continuidade das pesquisas e da manutenção da estação.

A missão se preparava inicialmente para uma janela de lançamento na manhã de quinta-feira, com a decolagem marcada para 11h10 EDT. Os oficiais meteorológicos haviam avaliado em 55% a probabilidade de condições aceitáveis e monitoravam nuvens e chuva vindas da costa atlântica. O lançamento no horário previsto acabou superando esse obstáculo meteorológico imediato.
Um propulsor Falcon 9 reutilizado
A SpaceX lançou a Crew-13 usando o propulsor de primeiro estágio Falcon 9 B1101. O voo marcou a terceira missão do propulsor. Seus voos anteriores incluíram uma missão Starlink que transportou 29 satélites V2 Mini e a missão Crew-12 da NASA e da SpaceX, usando a nave Dragon Freedom.
Após se separar do estágio superior, o B1101 deveria retornar a Cabo Canaveral para uma tentativa de pouso na Landing Zone 40. A recuperação planejada ilustra a arquitetura de lançamentos reutilizáveis que a SpaceX emprega em diversas missões, incluindo operações de voos espaciais tripulados realizadas no âmbito do programa de tripulação comercial da NASA.
O Spaceflight Now informou que uma recuperação bem-sucedida teria sido o sétimo pouso na Landing Zone 40 e o 664º pouso de um propulsor Falcon até o momento. A reutilização de um primeiro estágio já voado não altera o objetivo central da missão, mas continua sendo uma característica definidora do sistema de lançamento usado para transportar tripulações até a estação.
Uma tripulação internacional para uma expedição de seis meses
A composição da Crew-13 reflete a parceria internacional de longa data por trás da estação espacial. Os astronautas da NASA Watkins e Delaney voarão ao lado de Kutryk, da Agência Espacial Canadense, e Teteryatnikov, da Roscosmos.

O segundo voo de Watkins com uma Dragon é um marco na era da tripulação comercial da NASA. A agência envia astronautas a bordo das naves Dragon da SpaceX desde que o programa começou a levar tripulações operacionais à estação. Um segundo voo da mesma astronauta da NASA a bordo da Dragon indica como essas missões estão se tornando uma parte estabelecida do ciclo de voos espaciais tripulados da agência.
A tripulação realizará uma expedição de seis meses após chegar à ISS. A cobertura de lançamento fornecida não detalha o programa de pesquisas planejado, mas as expedições à estação apoiam a operação contínua do posto orbital e seu trabalho de pesquisa enquanto os integrantes da tripulação vivem e trabalham em microgravidade.
Por que a missão importa
As rotações de tripulação são menos visualmente dramáticas do que um primeiro lançamento ou uma missão lunar, mas são essenciais para manter um laboratório permanentemente ocupado na órbita baixa da Terra. Cada voo bem-sucedido mantém a transferência de pessoal necessária para operar a estação, realizar experimentos e apoiar a parceria internacional mais ampla.
Para a NASA, a Crew-13 também demonstra a continuidade do transporte comercial de tripulação. A SpaceX fornece o foguete e a nave Dragon, enquanto a NASA integra a missão ao programa da estação. A participação de tripulantes canadenses e russos mostra que a ISS continua sendo uma plataforma operacional compartilhada, mesmo enquanto as agências envolvidas perseguem suas próprias prioridades espaciais mais amplas.
O lançamento da Dragon Grace acrescenta uma nave recém-nomeada a esse sistema operacional. Sua acoplagem rápida planejada, a reutilização do propulsor Falcon 9 B1101 e o voo repetido de Watkins na Dragon representam marcos específicos dentro de uma missão cujo resultado mais importante é a entrega confiável de outra tripulação internacional à estação.
Este artigo é baseado em uma reportagem do Spaceflight Now. Leia o artigo original.
Originally published on spaceflightnow.com






