Uma importante regra de equidade em banda larga foi derrubada

Um tribunal de apelações dos EUA derrubou as regras da Comissão Federal de Comunicações criadas para coibir a discriminação no acesso à banda larga, dando aos provedores de internet e a grupos da indústria de TV a cabo uma vitória jurídica significativa. A decisão remove um arcabouço da era Biden que permitia à FCC investigar e punir práticas que geravam resultados desiguais em banda larga mesmo quando não havia registro de intenção discriminatória explícita.

A decisão, emitida pelo Tribunal de Apelações dos EUA para o 8º Circuito, concluiu que a FCC excedeu sua autoridade ao adotar um padrão jurídico baseado em disparate impact, e não em disparate treatment. Na prática, essa distinção importa enormemente. Um padrão de disparate treatment geralmente exige prova de discriminação intencional, enquanto um padrão de disparate impact pode alcançar políticas que prejudicam comunidades protegidas mesmo que nenhum tomador de decisão declare abertamente uma finalidade discriminatória.

O tribunal também afirmou que a FCC foi longe demais ao aplicar as regras além das empresas que fornecem diretamente serviço de internet aos assinantes. Essa parte da decisão estreita ainda mais o conjunto de entidades que a agência poderia ter examinado sob a política.

Por que a regra era importante

As regras agora invalidadas tinham como objetivo enfrentar preocupações de longa data sobre serviço de banda larga desigual em comunidades de baixa renda e comunidades de cor. Segundo o material de origem, o arcabouço permitia que consumidores apresentassem queixas alegando discriminação no acesso à banda larga. A FCC havia dito que analisaria se políticas ou práticas, na ausência de justificativa técnica ou econômica legítima, produziam resultados de acesso diferentes com base em renda, raça, etnia, cor, religião ou origem nacional.

Essa abordagem era notável porque a desigualdade em banda larga muitas vezes não se manifesta como exclusão aberta. Em vez disso, críticos argumentam que ela pode aparecer por meio de serviço mais lento, infraestrutura mais antiga, preços mais altos ou menor investimento de rede em certos bairros. A regra da FCC tentou criar um mecanismo de fiscalização para esses padrões, mesmo quando não existia um memorando “eureka” ou evidência direta de viés consciente.

A rejeição desse padrão pelo tribunal significa que a tarefa da agência se torna muito mais difícil. Se os reguladores só puderem agir quando provarem discriminação deliberada, muitas disparidades que defensores dizem ser visíveis nos padrões reais de serviço poderão se tornar muito mais difíceis de contestar com sucesso.