O Quênia registrou uma segunda morte em seu primeiro surto de Ebola, segundo o Ministério da Saúde. A paciente era uma mulher de 65 anos e parente próxima do primeiro caso confirmado. Ela morreu na sexta-feira após desenvolver sintomas durante a quarentena.

O ministério informou que ela recebeu cuidados de suporte em Nairobi e que seria organizado um enterro seguro e digno com a família.

Segunda morte ocorre após primeiro caso confirmado

O Quênia anunciou o primeiro caso em 6 de outubro. O paciente era um queniano de 40 anos que havia vivido no Congo e viajado ao Quênia por Uganda. O teste deu positivo em 5 de outubro, e ele morreu no mesmo dia.

A nova morte mostra a dificuldade de interromper a transmissão quando familiares próximos podem ter sido expostos antes da identificação e do isolamento do caso inicial.

Kenya Ebola
Um profissional de saúde ajuda um colega a vestir equipamentos de proteção em uma unidade de isolamento de Ebola em Nairobi, Quênia, em 7 de outubro de 2026. Crédito: AP Photo/Andrew Kasuku

Sete pacientes permaneciam em tratamento em duas unidades de isolamento, e nenhuma nova infecção havia sido registrada no momento do anúncio.

Rastreamento de contatos e quarentena continuam centrais

As autoridades identificaram cerca de 135 contatos do primeiro paciente e colocaram 118 em quarentena. Oito testaram positivo durante a quarentena, incluindo quatro profissionais de saúde e quatro familiares próximos.

Alguns contatos que completaram 21 dias sem sintomas deveriam deixar a quarentena no sábado. O período cobre o limite superior da incubação habitual do Ebola.

Africa Ebola
Um homem passa diante de um hospital em Abuja, Nigéria, em 21 de outubro de 2026. Crédito: AP Photo/Afolabi Sotunde

Um desafio regional de saúde pública

O anúncio do Quênia ocorreu enquanto a Nigéria investigava seu primeiro paciente de Ebola. As autoridades ainda não haviam confirmado como ele contraiu o vírus; a mulher havia retornado a Abuja de Uganda e não viajara ao Congo, segundo informações citadas pela Associated Press.

Os acontecimentos mostram como uma investigação pode rapidamente se tornar uma tarefa transfronteiriça envolvendo histórico de viagens e exposição, testes laboratoriais, atendimento e identificação de contatos.

O que a atualização confirma

  • A segunda vítima era uma parente próxima de 65 anos do primeiro paciente.
  • Ela desenvolveu sintomas durante a quarentena e recebeu cuidados em Nairobi.
  • Sete pacientes continuavam em tratamento.
  • Cerca de 135 contatos foram identificados e 118 ficaram em quarentena.
  • Oito contatos testaram positivo durante a quarentena.
  • Nenhuma nova infecção foi registrada.

A resposta dependerá da capacidade das medidas de vigilância e isolamento de impedir novos casos entre os contatos ou fora dos grupos identificados.

Este artigo baseia-se em reportagem do Medical Xpress. Leia o artigo original.

Originally published on medicalxpress.com