Theodore Roosevelt chega a um porto estratégico do Pacífico
O porta-aviões USS Theodore Roosevelt chegou a Yokosuka, no Japão, em 16 de outubro, antes do exercício combinado americano-japonês Keen Sword 27. Foi a primeira visita de um porta-aviões americano não residente ao porto estratégico em mais de quatro anos.
Theodore Roosevelt é o navio-capitânia do Carrier Strike Group 9. Chegou com o cruzador USS Chosin e o destróier USS Decatur após uma viagem de 19 dias desde San Diego. O grupo contornou um tufão ao cruzar o Pacífico ocidental, segundo informações de fontes abertas citadas pelo The War Zone.
Yokosuka abriga o USS George Washington, porta-aviões do único Carrier Strike Group americano baseado avançado. A entrada de um segundo porta-aviões coloca Roosevelt em um ponto central da cooperação naval entre Estados Unidos e Japão.
Preparação para o Keen Sword 27
O grupo deve permanecer alguns dias no porto antes de participar do Keen Sword 27. A 7ª Frota dos EUA descreve o exercício como um treinamento de campo conjunto e bilateral para melhorar a prontidão e a interoperabilidade entre as Forças de Autodefesa do Japão e as forças americanas.
Interoperabilidade é a capacidade de operar em conjunto. Para um grupo de porta-aviões e forças aliadas, isso inclui coordenar planejamento, comunicações, movimentos e ativos navais e aéreos.
O convés do Theodore Roosevelt transportava aeronaves, incluindo caças F-35C de quinta geração. O F-35C é a versão embarcada do Joint Strike Fighter e destaca o papel dos porta-aviões como bases móveis para a aviação naval de asa fixa.

O primeiro porta-aviões visitante em quatro anos
Theodore Roosevelt não está permanentemente baseado em Yokosuka. George Washington sustenta a presença avançada americana no Japão. A visita de outro grupo mostra a capacidade de levar meios navais adicionais ao Pacífico ocidental.
Roosevelt e Chosin haviam entrado nas áreas de responsabilidade da 7ª Frota e do Comando Indo-Pacífico antes de chegar a Yokosuka. A escala ocorreu após uma travessia difícil desde a Califórnia, incluindo desvio por mau tempo.
A visita é temporária, mas antecede um grande exercício bilateral, dando à tripulação tempo para manutenção e preparação.
Movimentos de porta-aviões vão além do Japão
Em 17 de outubro, informou-se que o USS George H.W. Bush deixou a Tailândia após uma escala de cinco dias e retornou ao Oriente Médio, enquanto o USS Abraham Lincoln voltou para casa após quase 11 meses de operação.
Esses movimentos mostram o ritmo contínuo de uma frota global: navios alternam entre missões, escalas, trânsito, exercícios e retorno, e sua localização pode mudar rapidamente.
O relatório também observou que os Estados Unidos voltavam a posicionar dois porta-aviões no Oriente Médio. No Pacífico, Roosevelt acrescenta um porta-aviões visitante a um porto associado ao George Washington.

Por que os deslocamentos de porta-aviões chamam atenção
Porta-aviões reúnem várias capacidades em uma formação móvel. O porta-aviões fornece a pista, enquanto cruzadores e destróieres escoltam o grupo de ataque. A chegada do Roosevelt com Chosin e Decatur mostra que a operação não depende apenas do porta-aviões.
As aeronaves embarcadas também são fundamentais. Os F-35C dão acesso a caças de quinta geração durante o deslocamento. A combinação de aviação embarcada e escoltas permite operar a grandes distâncias sem uma única base fixa.
Para aliados, exercícios como Keen Sword permitem praticar a coordenação entre forças com diferentes cadeias de comando e equipamentos. Prontidão e interoperabilidade são especialmente importantes numa região de vínculos de defesa duradouros entre Estados Unidos e Japão.
O que vem a seguir
Theodore Roosevelt deverá deixar Yokosuka e iniciar sua participação no Keen Sword 27. O exercício testará a relação bilateral em um ambiente de treinamento de campo, enquanto o grupo continua seu deslocamento no Pacífico ocidental.
O quadro de porta-aviões continuará mudando. George H.W. Bush retornou ao Oriente Médio e Abraham Lincoln concluiu sua operação. O movimento desses navios lembra que deslocamentos são operações contínuas.
A visita do Roosevelt é relevante pelo momento e pela raridade: é o primeiro porta-aviões americano não residente a visitar Yokosuka em mais de quatro anos. Com um grande exercício bilateral à frente, o grupo está em um dos principais locais da cooperação naval entre os dois países.
Este artigo baseia-se em reportagem do twz.com. Leia o artigo original.
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