Uma violação pessoal com consequências públicas
A eurodeputada austríaca dos Verdes Lena Schilling diz que descobrir deepfakes nus feitos a partir de imagens de sua primeira coletiva de imprensa foi chocante e profundamente pessoal. As fotografias foram alteradas digitalmente e divulgadas sem seu consentimento.
Um relatório do centro de estudos berlinense Agora Digitale Transformation constatou que 50 membros do Parlamento Europeu foram alvo de deepfakes sexualizados, incluindo 46 mulheres.
Um peso desproporcional sobre as mulheres na política
A ADT classificou a pornografia deepfake como uma ameaça sistêmica às mulheres na política europeia. Um relatório anterior apontou que 138 parlamentares mulheres em 22 países da UE foram afetadas e que elas tinham 33 vezes mais probabilidade que os homens de aparecer em ou ser associadas a pornografia deepfake.
Por que os deepfakes geram preocupação democrática
Deepfakes são mídias sintéticas ou alteradas digitalmente que podem fazer alguém parecer dizer, fazer ou aparentar algo que nunca ocorreu. Quando usados para gerar imagens sexualizadas, transformam fotografias conhecidas em instrumentos de humilhação não consensual.
Se esse abuso afastar mulheres de cargos públicos, da fala pública ou da visibilidade política, poderá afetar a representação antes mesmo da votação.
Pressão por uma resposta europeia
Schilling pediu ação da União Europeia. Uma resposta eficaz terá de enfrentar a criação, publicação e redistribuição de imagens sexualizadas não consensuais, a dificuldade de remoção rápida e o medo que pode impedir denúncias.
Este artigo é baseado em reportagem do The Guardian. Leia o artigo original.
Originally published on theguardian.com





