Escritório de operações especiais do Pentágono usa formato de aceleradora para impulsionar aquisições mais rápidas
O escritório do Pentágono que supervisiona operações especiais e conflito de baixa intensidade realizou seu primeiro evento no estilo aceleradora, com o objetivo de aproximar tecnologias promissoras dos operadores ao romper com os hábitos mais lentos do sistema tradicional de compras de defesa. O evento, organizado pelo escritório do Assistant Secretary of Defense for Special Operations and Low-Intensity Conflict, reuniu um grupo seleto de empresas para apresentar soluções diretamente ligadas às demandas operacionais do campo.
Os কর্মকর্তários descreveram o encontro como “um tipo diferente de dia da indústria”, com ênfase no contato presencial e na seleção orientada a resultados, em vez dos longos ciclos pesados em processos que muitas vezes definem a contratação de defesa. A mensagem mais ampla do evento foi direta: as forças de operações especiais não acreditam poder esperar uma década ou mais por uma capacidade relevante quando as tecnologias comerciais e militares evoluem em prazos muito mais curtos.
O Assistant Secretary Derrick Anderson usou o evento para enquadrar a reforma de aquisições como uma questão imediata de prontidão, e não como uma aspiração burocrática. Em declarações relatadas no local, ele disse que o exercício pretendia refletir uma abordagem pioneira para o departamento, com as operações especiais posicionadas como adotantes iniciais de métodos de aquisição mais rápidos e adaptáveis.
Esse enquadramento importa porque discussões sobre reforma de defesa muitas vezes permanecem abstratas. Neste caso, a SO/LIC vinculou o conceito a um mecanismo de seleção em tempo real, baseado em problemas operacionais atuais e em contato direto com fornecedores. O escritório não estava simplesmente perguntando à indústria o que ela tinha disponível. Disse que solicitou respostas com base em necessidades extraídas dos comandos operacionais e depois reduziu as propostas resultantes a um pequeno grupo de finalistas.
De cerca de 700 propostas a 15 apresentações finalistas
Segundo os funcionários, o escritório recebeu cerca de 700 propostas da indústria e reduziu esse conjunto a 15 capacidades convidadas a apresentar. Os repórteres não puderam permanecer durante as apresentações, mas a estrutura sugere uma tentativa deliberada de criar pressão competitiva em torno da resolução prática de problemas, em vez de uma revisão prolongada baseada em papelada.
Os conjuntos específicos de problemas citados pelos funcionários oferecem uma janela para onde os planejadores de operações especiais veem lacunas. Entre as necessidades levantadas estavam cargas úteis de vigilância para drones de médio porte do Grupo 3 e sistemas de comunicações além da linha de visada que não dependam de satélites em órbita terrestre baixa. Não se trata de listas genéricas de desejos tecnológicos. Elas apontam para preocupações operacionais sobre detecção resiliente, comunicações contestadas e a necessidade de reduzir a dependência de links espaciais potencialmente vulneráveis.
A ênfase na demanda operacional direta é central para o conceito de aceleradora. Em vez de lançar um amplo exercício de busca tecnológica e depois procurar um caso de uso, a SO/LIC disse ter começado com problemas de missão fornecidos pelos comandos. Essa abordagem pode reduzir o risco de os esforços de aquisição se desviarem para demonstrações impressionantes que não correspondem às necessidades de campo no curto prazo.
Líderes de defesa tratam a burocracia como o problema a ser resolvido
Tanto Anderson quanto outros funcionários usaram o evento para argumentar que a própria cultura de aquisições se tornou uma restrição. Anderson disse que o departamento não pode permitir que o processo legado dite a prontidão, enquanto Cara Teeter, subsecretária adjunta de defesa para análise, recursos e capacidades de operações especiais, afirmou aos participantes que o sucesso deve ser julgado por resultados, e não pela adesão a um processo que o próprio sistema criou para si.
Isso é uma formulação mais forte do que o habitual apelo à eficiência. Sugere que a SO/LIC está tentando redefinir o que conta como sucesso institucional dentro da aquisição de defesa. Nessa visão, concluir um processo em conformidade não basta se ele falhar em entregar capacidade útil a tempo de importar.
Há também um reconhecimento implícito de que os ciclos de atualização tecnológica estão acelerando fora do governo. Anderson disse aos repórteres que os altos líderes não deveriam ter apenas um contato anual com a indústria para ver uma ideia que poderia estar obsoleta em seis meses. Essa afirmação captura uma das tensões centrais da inovação em defesa: organizações militares muitas vezes compram em cronogramas mais adequados a plataformas estáveis e de mudança lenta, enquanto software, autonomia, comunicações e pequenos sistemas não tripulados agora avançam muito mais rápido.
O modelo de aceleradora é uma tentativa de adaptação. Ao criar um caminho mais curto da definição do problema à revisão por altos escalões, a SO/LIC parece estar testando se consegue identificar capacidades utilizáveis mais cedo e manter um diálogo mais ativo com as empresas que as desenvolvem.
Por que as operações especiais podem ser o campo de testes lógico
As operações especiais há muito são tratadas dentro do Pentágono como uma comunidade mais disposta a experimentar ferramentas sob medida, integração rápida e caminhos de aquisição não convencionais. Isso torna a SO/LIC um lugar plausível para testar métodos que possam mais tarde influenciar o departamento mais amplo.
O desenho do evento reflete esse papel. Ele combinou especificidade operacional com atenção de alto nível, reduziu rapidamente um grande conjunto de propostas e se concentrou em tecnologias que respondem às preocupações atuais do campo de batalha, como comunicações resilientes e sensoriamento habilitado por drones. Se o modelo gerar capacidade implantável ou encurtar os prazos de contratação, poderá fortalecer o argumento para usar mecanismos semelhantes em outras partes do Department of Defense.
Ao mesmo tempo, um evento de aceleradora por si só não resolve os problemas posteriores que muitas vezes atrasam a adoção na defesa. A seleção é apenas o começo. Contratos, testes, integração, revisões de segurança, planejamento de sustentação e alinhamento orçamentário ainda determinam se uma apresentação finalista se transforma em equipamento em campo. O valor do evento será, em última instância, medido pelo que acontecer depois das apresentações, e não apenas pela novidade do formato.
Um sinal sobre as prioridades do Pentágono, não apenas sobre o desenho do evento
Mesmo com essa ressalva, o primeiro evento aceleradora da SO/LIC envia um sinal institucional claro. Funcionários do Pentágono estão tentando mostrar à indústria que entendem a queixa de que os compradores de defesa são distantes demais, esporádicos demais e lentos demais. Também estão sinalizando aos interessados internos que a reforma de aquisições não é apenas sobre memorandos de política ou linguagem de supervisão. Trata-se de construir novos hábitos sobre como as necessidades são formuladas, como os fornecedores são engajados e com que rapidez as ideias sobem para decisão.
O evento também reflete uma mudança mais ampla no pensamento de defesa. À medida que os planejadores militares enfrentam mudanças rápidas em drones, comunicações e operações em rede, o custo do atraso aumenta. Uma capacidade que chega anos depois não é apenas inconveniente; pode ser irrelevante. Essa é a urgência que a SO/LIC parece estar abraçando.
Se este primeiro evento se tornará um modelo ou permanecerá um piloto isolado dependerá do acompanhamento. Mas a estrutura inicial é clara o suficiente: tomar problemas de missão dos operadores, convidar respostas direcionadas da indústria, impor priorização e colocar a liderança na sala desde o início. Para um sistema do Pentágono frequentemente criticado por distância e lentidão, isso é um experimento significativo em mudar como a tecnologia sai da proposta para o uso potencial.
Este artigo é baseado na cobertura da Breaking Defense. Leia o artigo original.
Originally published on breakingdefense.com





