Marinha dos EUA tenta estreitar a ligação entre experimento e compra

A Marinha dos EUA afirma que uma nova estrutura interna de aquisições pode acelerar uma de suas iniciativas de comando e controle mais visíveis, da demonstração para a aquisição. De acordo com o texto-fonte fornecido, autoridades acreditam que a criação, em 10 de abril, de um executivo de aquisições de portfólio em toda a Força, ou PAE, vai colocar “combustível de foguete” no Project Dynamis ao transformar lições da experimentação em decisões reais de aquisição.

Isso importa porque o Project Dynamis não é apresentado como um esforço científico distante. A fonte o descreve como a contribuição da Marinha dos EUA para o esforço do Pentágono de comando e controle conjunto em todos os domínios, frequentemente abreviado como CJADC2, que busca conectar sensores e sistemas de ataque no campo de batalha e entre os serviços e nações parceiras. Em outras palavras, trata-se de parte de um impulso mais amplo para fazer a informação fluir mais rapidamente entre detecção, decisão e ação.

Há anos, um dos problemas centrais da inovação em defesa dos EUA é o chamado Vale da Morte, a lacuna entre demonstrações promissoras e adoção formal. A fonte diz que autoridades da Marinha veem a nova estrutura do PAE como uma forma de reduzir essa lacuna, dando ao serviço um caminho executivo mais claro para avaliar capacidades demonstradas e decidir se elas estão prontas para avançar.

Project Dynamis é construído em torno de “serials” iterativos

A fonte explica que o Project Dynamis consiste em eventos incrementais chamados serials. Esses serials testam como melhorar comando e controle usando capacidades existentes de maneiras novas. Esse ponto é importante. Dynamis não é apresentado como um laboratório para tecnologia especulativa que pode levar anos para amadurecer. Em vez disso, autoridades descrevem o esforço como um espaço de aceleração para tecnologias maduras ou programas existentes que podem ser empregados de forma diferente.

Essa diferença tem implicações de aquisição. Quando experimentos são construídos em torno de hardware e software maduros, a barreira restante costuma ser menos sobre viabilidade básica e mais sobre tomada de decisão institucional. A fonte cita o coronel Arlon Smith, diretor do Project Dynamis, dizendo que o novo PAE é especialmente valioso porque a estrutura anterior do projeto foi desenhada para avançar rapidamente antes de o PAE existir. Com a camada executiva agora em vigor, argumenta ele, o serviço pode passar da velocidade na experimentação para a velocidade na aquisição.

A formulação de Smith é direta. Ele chama a chegada do PAE de “um presente caído do céu” para o projeto. O motivo, no texto-fonte, é que um executivo de portfólio agora pode olhar para as capacidades de forma transversal, reduzir os silos que existiam antes e tomar decisões no nível necessário para levar adiante ferramentas já comprovadas.

Quebrar silos é o objetivo

A fonte retorna repetidamente ao tema dos silos. Antes da nova estrutura, capacidades demonstradas podiam permanecer presas entre fronteiras organizacionais, mesmo quando mostravam potencial em um serial. O PAE, segundo o relato de Smith, cria um caminho para que essas capacidades sejam elevadas ao nível executivo. Uma vez lá, pode-se decidir se estão prontas para o horário nobre e se a aquisição deve seguir.

Em programas de defesa, isso não é um aprimoramento administrativo trivial. Muitas vezes é a diferença entre um exercício que informa discussões futuras e um que afeta diretamente decisões de gasto. A fonte diz que a expectativa é de que uma série de decisões sobre hardware e software surja dos serials do Dynamis, e que o financiamento possa vir de linhas atuais de programas estabelecidos.

Esse último detalhe é significativo porque sugere que a Marinha dos EUA não imagina o Dynamis como uma via de inovação isolada que exija estruturas orçamentárias totalmente separadas. Em vez disso, está usando fundos existentes ligados a programas existentes para influenciar como os escritórios relevantes empregam capacidades. O objetivo não é apenas provar que algo funciona, mas mostrar ao escritório do programa pertinente como ele pode ser usado de forma diferente e então empurrá-lo para a adoção mais rapidamente.

Por que isso importa para o CJADC2

O CJADC2 costuma ser discutido em um nível muito alto, como uma aspiração de todo o Pentágono para conectar dados, sensores e armas entre domínios. O texto-fonte oferece uma visão mais concreta de como isso se parece dentro de um serviço. O Project Dynamis parece ser o mecanismo da Marinha dos EUA para testar como tecnologias maduras podem ser integradas em fluxos de trabalho de comando e controle de maneira que apoiem esse conceito conjunto mais amplo.

O valor da nova estrutura do PAE, então, não é meramente procedimental. Se a Marinha dos EUA conseguir transformar resultados dos serials em decisões mais rápidas sobre hardware e software, terá mais chance de contribuir com capacidades práticas para a arquitetura multidomínio mais ampla, em vez de produzir demonstrações isoladas. A fonte sugere fortemente que essa etapa de tradução tem sido um dos maiores obstáculos até agora.

Isso faz do PAE uma mudança de governança com consequências operacionais. A modernização do comando e controle depende mais do que disponibilidade de tecnologia. Depende de o serviço conseguir tomar decisões rápido o suficiente para empregar o que já testou. A fonte argumenta que a nova estrutura foi pensada exatamente para melhorar isso.

Da cultura de demonstração para a cultura de decisão

Há uma mensagem cultural clara no material-fonte. O Project Dynamis tem avançado rápido em sua experimentação baseada em serials, mas a Marinha dos EUA agora quer que esse impulso se estenda à aquisição. A ênfase recorrente de Smith em decisões, revisão executiva e linhas de financiamento atuais sugere que o serviço está tentando passar de uma cultura de demonstração para uma cultura de decisão.

Essa transição vale acompanhamento porque é nela que muitas iniciativas de inovação em defesa emperram. Um serviço pode realizar eventos convincentes, mostrar interoperabilidade e validar novos fluxos de trabalho, mas ainda assim falhar em colocar os sistemas subjacentes em campo a tempo de fazer diferença. A fonte apresenta o argumento da Marinha de que o novo PAE deve evitar esse resultado ao reduzir o atrito de passagem entre experimentação e aquisição.

Se as decisões esperadas sobre hardware e software surgirem dos serials futuros, o Project Dynamis poderá se tornar mais do que um campo de testes. Poderá virar um modelo de como os fuzileiros navais operacionalizam tecnologia madura dentro de uma estrutura conjunta de comando e controle. A nova estrutura de aquisições não resolve todos os problemas sozinha, mas a fonte sugere que ela enfrenta um dos mais persistentes: levar ideias comprovadas através da última distância burocrática entre uma demonstração bem-sucedida e a verdadeira autoridade de compra.

Este artigo é baseado na cobertura da Breaking Defense. Leia o artigo original.

Originally published on breakingdefense.com