Transformando Poluição em Robôs
A cada ano, o refino de petróleo gera dezenas de milhões de toneladas métricas de enxofre elementar como subproduto. A grande maioria deste enxofre é estocada em blocos enormes perto de refinarias ou utilizada em aplicações industriais limitadas, como produção de fertilizantes. Representa um dos problemas de gerenciamento de resíduos mais visíveis da indústria petrolífera.
Um time de pesquisa coreano encontrou uma forma de transformar este fluxo de resíduos industriais em robôs suaves totalmente recicláveis que se movem autonomamente. Utilizando um método de impressão 4D demonstrado pela primeira vez, o time liderado por Dr. Dong-Gyun Kim do Korea Research Institute of Chemical Technology, Professor Jeong Jae Wie de Hanyang University, e Professor Yong Seok Kim de Sejong University produziu uma nova classe de material que une sustentabilidade e robótica de ponta de forma inesperada.
O que é Impressão 4D?
A impressão 3D padrão produz objetos estáticos — formas fixadas após o processo de impressão. A impressão 4D adiciona uma quarta dimensão: o tempo. Objetos criados através de impressão 4D são projetados para mudar sua forma, estrutura ou propriedades após fabricação quando expostos a gatilhos ambientais específicos. O resultado é um objeto impresso que não é um produto terminado mas um material programado que se comporta dinamicamente em resposta ao seu ambiente.
O time coreano tornou isto possível ao engenheirar uma nova classe de polímero rico em enxofre chamado redes de poly(fenileno polissulfeto), ou PSN. Estes polímeros são sintetizados a partir de enxofre elementar e pequenas moléculas aromáticas através de uma reação chamada vulcanização inversa — um processo que converte a forma instável e cristalina do enxofre em um polímero estável e amorfo com propriedades mecânicas programáveis.

