A Pixar revisita uma de suas decisões mais estranhas da franquia
Quase quatro anos após Lightyear não conseguir se conectar com o público, a Pixar está reabrindo um capítulo incômodo da franquia Toy Story: por que Tim Allen não dublou Buzz Lightyear no derivado de 2022. Segundo comentários do executivo da Pixar e diretor de Toy Story 5, Andrew Stanton, a condução interna da mudança foi muito menos contenciosa do que o público poderia ter suposto.
Stanton disse à Entertainment Weekly, conforme relatado no texto-fonte fornecido, que Allen foi informado cedo, que houve conversas antes e depois de Lightyear ser feito, e que o ator respondeu de forma profissional. A posição da Pixar, disse Stanton, era que o Buzz do filme não era o mesmo personagem da versão de brinquedo que Allen vinha dublando desde 1995. Nessa interpretação, Chris Evans não estava substituindo o Buzz de Allen tanto quanto dando voz a uma figura diferente dentro da estrutura fictícia em camadas da franquia.
A lógica da franquia sempre foi complicada
O texto-fonte destaca por que a escolha de elenco pareceu confusa para o público desde o início. Lightyear não foi construído em torno do familiar personagem de brinquedo de Toy Story, mas em torno do aventureiro espacial “real” dentro do universo fictício de Toy Story que supostamente inspirou o brinquedo. Essa distinção pode ter feito sentido conceitual dentro do mundo construído pela Pixar, mas também criou distância em relação à versão de Buzz que as pessoas realmente reconheciam.
Essa lacuna ajuda a explicar por que a ausência de Allen se tornou um ponto de conflito. Sua voz era central para a identidade do personagem havia décadas, e a famosa frase “To infinity and beyond!” era inseparável de sua interpretação. Mesmo que a Pixar visse o derivado como uma interpretação separada, o público ainda se deparava com um ícone familiar da marca com uma voz desconhecida. O texto-fonte deixa claro que essa tensão nunca desapareceu por completo.



